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22 de Agosto de 2017
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    Assassino em série confessa crime que deixou três inocentes presos por dois anos

    Âmbito Jurídico
    Publicado por Âmbito Jurídico
    há 9 anos

    Três rapazes que foram presos por um crime que afirmam ter confessado sob tortura foram soltas na tarde de hoje (3) em Guarulhos (SP). Renato Correia de Brito, William César de Brito Silva e Wagner Conceição da Silva foram presos em 2006 sob acusação de terem violentado sexualmente e matado Vanessa Batista de Freitas, 22 anos. Na semana passada, ao prender Leandro Basílio Rodrigues, a polícia descobriu que eles eram inocentes. Rodrigues confessou, espontaneamente, ter matado Vanessa, e revelou detalhes do crime.Segundo o delegado Jackson César Batista, do Setor de Homícidios de Guarulhos (SP), Rodrigues começou a falar sobre o crime espontaneamente, identificando o local e a forma como a jovem foi morta. De acordo com o relato policial, ele confessou que a jovem foi morta por estrangulamento na rua 9A, em Guarulhos.Rodrigues, que está preso no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, já confessou a morte de sete mulheres – seis delas em Guarulhos – e é suspeito de ter cometido outros dez homicídios em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.De acordo com o delegado, Rodrigues teria afirmado que “se tem outras três pessoas presas [[italico _fckxhtmljob="2" ]pela morte de Vanessa] são inocentes. Quem matou a moça fui eu”. Os três acusados presos pelo crime permaneceram no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos I desde 2006. Um dos presos chegou a confessar o assassinato, mas depois alegou que o fez porque foi torturado pelos policiais.

    O chefe de Núcleo da Corregedoria de Guarulhos, Março Antonio Dario, disse na tarde de hoje, em entrevista coletiva convocada pela Secretaria de Segurança Pública do estado, que a denúncia de tortura será apurada. “Em se verificando a responsabilidade de policiais, eles serão evidentemente processados em forma da lei”. Segundo ele, o inquérito já está com o Ministério Público de Guarulhos. Os nomes dos policiais não foram revelados, mas Dario afirmou que dois policiais militares foram recolhidos e quatro policiais civis, entre eles o delegado, o investigador, o escrivão e o carcereiro responsáveis pelas três prisões, foram afastados até a apuração do caso.

    Ainda segundo Dario, os três homens acusados pelo crime passaram por exames de corpo de delito na época, mas nada foi constatado. “Os laudos não registraram nenhuma lesão”, afirmou. Mas, segundo ele, apesar dos laudos não terem revelado indícios de tortura, ela pode ter ocorrido e por isso será investigada. "Nem toda agressão necessariamente provoca lesão", explicou.

    O secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, disse que o governador José Serra determinou, por telefone, "rigorosa apuração da acusação”.

    “Se comprovadas tortura e prisões ilegais, os policiais que as praticaram serão processados, presos e expulsos das corporações. E, embora o caso não tenha ocorrido na nossa gestão, se ficar comprovada a tortura, o estado de São Paulo pagará indenizações às pessoas que delas foram vítimas”, disse o secretário. Perguntado se só a prisão já não seria suficiente para a indenização, Marzagão respondeu afirmativamente. “Isto, por si só, já é suficiente."

    Elaine Patricia Cruz

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